Na última semana, a NASA divulgou duas imagens impressionantes da nuvem molecular Sagittarius B2, registradas por dois instrumentos do telescópio espacial James Webb. Essas imagens são uma verdadeira obra de arte cósmica, que nos permitem ter uma visão mais detalhada dessa região do espaço.
A nuvem molecular Sagittarius B2 é uma das maiores e mais complexas nuvens moleculares da Via Láctea, localizada a cerca de 390 anos-luz da Terra, na constelação de Sagitário. Essa nuvem é composta por uma mistura de gases e poeira interestelar, que se estende por mais de 150 anos-luz. É também um dos locais mais ativos na formação de estrelas em nossa galáxia.
As imagens divulgadas pela NASA foram capturadas por dois instrumentos diferentes do James Webb: o MIRI (Mid-Infrared Instrument) e o NIRCam (Near-Infrared Camera). O MIRI é um instrumento projetado para capturar imagens no espectro infravermelho médio, enquanto o NIRCam é capaz de capturar imagens no espectro infravermelho próximo. Juntos, eles nos proporcionam uma visão completa e detalhada da nuvem Sagittarius B2.
As imagens obtidas pelo MIRI mostram a nuvem em comprimentos de onda de 5,6 e 7,7 mícrons, que são o equivalente ao infravermelho médio. Essa parte do espectro é particularmente importante para estudar a formação de moléculas orgânicas, que são os blocos de construção da vida. Já as imagens do NIRCam mostram a nuvem em comprimentos de onda de 1,9 e 4,6 mícrons, que são o infravermelho próximo. Essa parte do espectro é especialmente útil para estudar a formação de estrelas.
Com essas imagens, os cientistas esperam obter mais informações sobre como as moléculas orgânicas são formadas em nuvens moleculares como a Sagittarius B2. Essas moléculas são essenciais para a vida como a conhecemos e, portanto, entender como elas se originam é crucial para compreender a origem da vida em nosso universo.
Além disso, as imagens também revelam a presença de várias estrelas jovens e quentes, cercadas por discos de poeira e gás. Esses discos são os locais onde novos planetas podem se formar, o que torna a nuvem Sagittarius B2 um verdadeiro berçário estelar. Estudar esses discos pode nos ajudar a entender melhor como os sistemas planetários se formam e evoluem.
O James Webb é o sucessor do telescópio espacial Hubble e está programado para ser lançado em 2021. Com um espelho primário de 6,5 metros de diâmetro, ele será capaz de capturar imagens de alta resolução em várias partes do espectro eletromagnético. Isso permitirá que os cientistas estudem o universo de maneiras que antes eram impossíveis.
As imagens da nuvem Sagittarius B2 são apenas um pequeno exemplo do que podemos esperar do James Webb. Com esse telescópio, poderemos explorar o universo com uma precisão sem precedentes e, quem sabe, descobrir novos mistérios e segredos do cosmos.
Além disso, o lançamento do James Webb também representa um marco importante na colaboração internacional, com a participação de agências espaciais de vários países, incluindo a NASA, ESA (Agência Espacial Europeia) e CSA (Agência Espacial Canadense). Essa união de esforços e recursos é fundamental para o avanço da ciência e da exploração espacial.
Em resumo, as imagens da nu




