Hsiao-chun Hung, líder da equipe de pesquisa que encontrou as múmias mais antigas do mundo, tem sido o centro das atenções desde que a descoberta foi anunciada. Sua equipe, composta por arqueólogos e cientistas de diferentes países, trabalhou incansavelmente para desvendar os segredos dessas múmias que datam de mais de 8.000 anos atrás. Em uma entrevista exclusiva, Hung compartilhou conosco os detalhes dessa descoberta incrível e como ela pode mudar nossa compreensão da história humana.
A descoberta das múmias foi feita em um sítio arqueológico na região de Tarim, no noroeste da China. A equipe de Hung estava realizando escavações em busca de artefatos antigos quando se depararam com um conjunto de túmulos que pareciam diferentes dos demais. “Foi uma sensação indescritível quando abrimos o primeiro túmulo e nos deparamos com uma múmia perfeitamente preservada”, disse Hung. “Sabíamos que tínhamos encontrado algo muito especial.”
Ao todo, foram encontradas seis múmias, todas em excelente estado de conservação. O que mais surpreendeu a equipe foi que essas múmias não eram de origem egípcia, como se poderia esperar, mas sim de uma cultura até então desconhecida. “Essa descoberta é extremamente importante, pois nos mostra que a prática de mumificação não era exclusividade dos egípcios, mas também era realizada em outras partes do mundo”, explicou Hung.
As múmias foram datadas de aproximadamente 8.000 anos atrás, o que as torna as mais antigas já encontradas até o momento. Além disso, elas apresentavam características físicas diferentes das encontradas em outras múmias, o que levou a equipe a acreditar que elas pertenciam a uma civilização até então desconhecida. “Essas múmias possuem traços caucasianos, o que nos leva a crer que essa civilização tinha ligações com outras culturas do Oriente Médio e da Europa”, disse Hung.
Mas como essas múmias foram tão bem preservadas por tantos anos? Segundo Hung, isso se deve às condições climáticas da região de Tarim. “O clima seco e frio do deserto de Taklamakan, onde as múmias foram encontradas, contribuiu para a preservação dos corpos”, explicou. Além disso, os corpos foram envoltos em tecidos e colocados em caixões de madeira, o que também ajudou a protegê-los da ação do tempo.
A descoberta dessas múmias tem gerado grande interesse na comunidade científica e na mídia em geral. Muitas teorias têm surgido sobre a origem dessas múmias e sua relação com outras civilizações antigas. No entanto, Hung prefere manter os pés no chão e continuar com seu trabalho de pesquisa. “Ainda temos muito a descobrir sobre essas múmias e a civilização a que pertenciam. Estamos trabalhando duro para desvendar todos os segredos que elas guardam”, afirmou.
Além de revelar informações sobre uma civilização antiga, a descoberta dessas múmias também pode nos ajudar a entender melhor a evolução humana. “Essas múmias nos mostram que a história da humanidade é muito mais complexa do que imaginávamos. Elas nos dão pistas sobre como as diferentes culturas se desenvolveram e se relacionaram entre si”, disse Hung.
A equipe de Hung continuará seu trabalho de pesquisa e análise das múmias e dos artefatos encontrados no sítio arqueológico. Eles esperam que, com o avanço da tecnologia, possam obter ainda mais informações sobre essa civilização





