A Ordem Executiva 13863, assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2019, tem gerado polêmica e discussões acaloradas ao redor do mundo. A medida, que ficou conhecida como “Ordem de Combate aos Cartéis”, tem como objetivo combater organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas e outras atividades ilícitas. No entanto, o que tem chamado a atenção é o fato de que a ordem também permite operações militares dos EUA contra esses grupos, considerados terroristas pela administração norte-americana.
A decisão de classificar os cartéis como organizações terroristas foi tomada pelo governo dos Estados Unidos em 2019, após uma série de ataques violentos e assassinatos cometidos por esses grupos no México. A medida foi justificada como uma forma de proteger os cidadãos americanos que vivem na fronteira com o país vizinho e também de combater o tráfico de drogas, que tem causado um grande impacto na sociedade americana.
No entanto, a inclusão dos cartéis na lista de organizações terroristas tem gerado controvérsias e críticas por parte de diversos países e organizações internacionais. Muitos questionam se essa medida é realmente eficaz no combate ao tráfico de drogas e se não seria uma forma de intervenção militar dos Estados Unidos em outros países.
A Ordem Executiva 13863 tem sido vista como uma forma de ampliar o poder militar dos Estados Unidos em territórios estrangeiros, já que permite a realização de operações militares sem a necessidade de aprovação do Congresso americano. Além disso, a medida também autoriza o uso de recursos do Departamento de Defesa para combater os cartéis, o que tem gerado preocupações sobre a possibilidade de uma militarização da política de combate às drogas.
Outro ponto que tem sido bastante discutido é a possibilidade de violação da soberania de outros países. A Ordem Executiva permite que as forças armadas americanas atuem em solo estrangeiro sem a autorização dos governos locais, o que pode gerar conflitos diplomáticos e até mesmo ações militares sem o consentimento dos países envolvidos.
Apesar das críticas e preocupações, a administração Trump defende a medida como uma forma de combater o tráfico de drogas e proteger os cidadãos americanos. O governo também argumenta que a inclusão dos cartéis na lista de organizações terroristas permite o congelamento de ativos e a aplicação de sanções econômicas, o que pode enfraquecer esses grupos criminosos.
No entanto, muitos especialistas apontam que essa abordagem pode ter efeitos contrários aos desejados. Ao classificar os cartéis como terroristas, os Estados Unidos podem acabar fortalecendo esses grupos, que passam a ser vistos como uma ameaça à segurança nacional e podem receber apoio de outros países e organizações.
Além disso, a militarização da política de combate às drogas pode ter consequências graves para a população civil, que muitas vezes é afetada diretamente pelas operações militares. A violência e os abusos cometidos pelas forças armadas podem gerar ainda mais instabilidade e violência nos países onde os cartéis atuam.
Diante de tantas controvérsias, é importante que a comunidade internacional acompanhe de perto as ações dos Estados Unidos em relação aos cartéis. É fundamental que sejam respeitados os direitos humanos e a soberania dos países envolvidos, e que sejam buscadas soluções efetivas para o combate ao tráfico de drogas.
A Ordem Executiva 13863 é uma medida que tem gerado muitas discussões e questionamentos, mas é inegável que o combate ao tráfico





