Um novo estudo publicado pela renomada revista científica Nature revelou a descoberta de organismos quimiossintéticos que prosperam em profundidades extremas do oceano, a mais de 7.000 metros abaixo da superfície. Esses seres vivos, que dependem do metano para sua sobrevivência, foram encontrados em uma região até então considerada inabitável para a vida marinha.
Essa descoberta é um marco importante na pesquisa científica e traz novas perspectivas sobre a possibilidade de vida em ambientes extremos. Os cientistas ficaram surpresos ao encontrar esses organismos em uma área tão profunda e escura, onde a pressão é cerca de 700 vezes maior do que a encontrada na superfície e a ausência de luz solar torna a sobrevivência muito difícil.
A equipe de pesquisadores, liderada pelo Dr. Andrew Thurber, da Universidade de Oregon, utilizou um veículo submarino operado remotamente para explorar a Fossa das Marianas, localizada no Oceano Pacífico. Essa região é conhecida por ser a mais profunda do mundo, com uma profundidade de 11.000 metros. No entanto, o foco da pesquisa foi uma área específica, a Fossa de Enigma, que fica a 7.200 metros de profundidade.
Os resultados da expedição foram surpreendentes. Os cientistas identificaram uma grande variedade de organismos vivendo em torno de fontes de metano no fundo do oceano. Entre eles, foram encontrados moluscos, crustáceos e vermes, todos se alimentando do gás metano e de bactérias que o oxidam. Esses organismos, conhecidos como quimiossintetizantes, são capazes de produzir sua própria energia a partir de substâncias químicas em vez de depender da luz solar.
O Dr. Thurber explicou que esses organismos estão se adaptando a um ambiente altamente adverso, onde a falta de luz e nutrientes é um desafio constante. Segundo ele, eles são capazes de sobreviver graças à sua incrível capacidade de se adaptar às condições extremas. Além disso, a presença do metano é essencial para sua sobrevivência, pois serve como fonte de energia em uma zona onde a produção de matéria orgânica é escassa.
A descoberta desses organismos é uma prova de que a vida pode existir em lugares improváveis e nos leva a repensar as condições necessárias para a existência de seres vivos. O Dr. Thurber ressaltou que essa pesquisa pode ter implicações importantes para a busca de vida em outros planetas, como Marte, onde há indícios da presença de metano em sua atmosfera.
Além disso, essa descoberta pode ter impactos significativos na compreensão da química do oceano profundo e seu papel no equilíbrio do ecossistema marinho. O metano é um dos principais gases de efeito estufa e sua liberação no oceano é um problema ambiental importante. Compreender como esses organismos interagem com o metano pode ajudar os cientistas a encontrar maneiras de controlar seu impacto no meio ambiente.
Embora essa descoberta seja emocionante, o Dr. Thurber enfatiza que ainda há muito a ser explorado e descoberto nas profundezas do oceano. Ele acredita que há uma grande quantidade de vida escondida em locais onde a humanidade ainda não conseguiu alcançar. Por isso, a pesquisa científica em ambientes extremos é fundamental para ampliar nosso conhecimento sobre a vida na Terra e em outros planetas.
Em resumo, o novo estudo da Nature revelou a existência de organismos quimiossintéticos que prosperam em profundidades extremas do oceano com a ajuda





