Aspergillus flavus é um fungo comum encontrado em ambientes quentes e úmidos, como o solo, plantas e grãos. Ele tem sido associado a diversas doenças em humanos, incluindo alergias, aspergilose e a infecção fúngica invasiva conhecida como “aspergilose invasiva”. No entanto, recentemente, este fungo tem chamado a atenção por suas propriedades medicinais.
Uma das descobertas mais interessantes sobre o Aspergillus flavus é o seu potencial na luta contra o câncer. Estudos têm mostrado que este fungo produz substâncias químicas conhecidas como aflatoxinas, que são capazes de inibir o crescimento de células cancerígenas. Esta descoberta tem sido considerada como um grande avanço na luta contra o câncer, uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
A relação entre o Aspergillus flavus e o câncer remonta à antiga lenda da “maldição do faraó”. Segundo a lenda, um dos faraós do Egito Antigo teria sido amaldiçoado após a descoberta de um sarcófago contendo grãos de trigo contaminados com o fungo. Muitos dos trabalhadores que estavam envolvidos na abertura do sarcófago acabaram morrendo, o que levou à crença de que o Aspergillus flavus era responsável pela maldição.
Embora essa lenda possa parecer apenas uma história de terror antiga, a verdade é que há uma base científica por trás dela. Aflatoxinas, produzidas pelo Aspergillus flavus, podem ser encontradas em grãos, nozes, especiarias e até mesmo em certas frutas e vegetais. Quando ingeridas em grandes quantidades, essas substâncias podem ser tóxicas para os seres humanos e animais. No entanto, estudos têm mostrado que, em doses controladas, as aflatoxinas podem ter efeitos benéficos no combate ao câncer.
Uma das formas mais promissoras de utilização das aflatoxinas no tratamento do câncer é através da terapia fotodinâmica. Esta técnica consiste na administração de uma substância fotossensível, como as aflatoxinas, seguida da exposição à luz. A combinação desses dois elementos é capaz de destruir as células cancerígenas, deixando as células saudáveis intactas. Além disso, as aflatoxinas também têm sido estudadas como possíveis agentes para impedir a formação de novos tumores.
Outro estudo realizado pela Universidade de São Paulo, no Brasil, mostrou que as aflatoxinas produzidas pelo Aspergillus flavus também podem ser usadas no tratamento do câncer de próstata. Os pesquisadores descobriram que essas substâncias são capazes de inibir o crescimento de células cancerígenas da próstata, além de induzir a morte das mesmas. Este é um grande avanço, considerando que o câncer de próstata é uma das principais causas de morte em homens em todo o mundo.
Além do câncer, as aflatoxinas também têm mostrado potencial no tratamento de outras doenças, como a esclerose múltipla e a doença de Alzheimer. Essas substâncias são capazes de atravessar a barreira hematoencefálica, o que significa que elas podem chegar diretamente ao cérebro e agir contra as células afetadas por essas doenças.
No entanto, é importante ressaltar que mais estudos são necessários para comprovar a eficácia e segurança das aflatoxinas no tratamento do cânc




