Telescópios James Webb e ALMA capturaram momento em que planetas começam a se formar em volta de estrela
A busca por vida fora da Terra sempre foi um dos maiores mistérios da humanidade. E, finalmente, graças aos avanços tecnológicos e científicos, estamos cada vez mais próximos de desvendar esse enigma. Recentemente, os telescópios James Webb e ALMA fizeram uma descoberta histórica: eles capturaram o momento exato em que planetas começam a se formar em volta de uma estrela.
Essa descoberta é um marco importante na astronomia e pode nos fornecer informações valiosas sobre a formação de sistemas planetários. Os telescópios James Webb e ALMA são dois dos instrumentos mais poderosos já construídos pela humanidade, e sua capacidade de capturar imagens detalhadas do universo é impressionante.
O telescópio James Webb, que será lançado em breve pela NASA, é o sucessor do famoso Hubble e tem como objetivo estudar as origens do universo e a formação de sistemas planetários. Já o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) é um radiotelescópio localizado no deserto do Atacama, no Chile, e é operado por uma parceria internacional entre a Europa, América do Norte e Ásia.
Combinando as capacidades desses dois telescópios, os cientistas conseguiram capturar imagens de alta resolução de uma estrela jovem chamada HL Tauri, localizada a cerca de 450 anos-luz da Terra. Essa estrela tem apenas um milhão de anos, o que é considerado muito jovem em termos astronômicos.
As imagens revelam um disco protoplanetário ao redor da estrela, com anéis concêntricos de poeira e gás. Esses anéis são os locais onde os planetas estão se formando a partir de pequenas partículas de poeira. Essa é a primeira vez que conseguimos observar diretamente o processo de formação planetária, o que nos ajuda a entender melhor como nosso próprio sistema solar se formou.
O disco protoplanetário ao redor da HL Tauri é semelhante ao que acreditamos ter existido em torno do nosso Sol há bilhões de anos. Isso significa que podemos estar testemunhando o nascimento de um sistema planetário semelhante ao nosso. Essa descoberta é extremamente emocionante, pois nos permite ter uma visão mais clara de como os planetas se formam e evoluem ao redor de suas estrelas.
Além disso, as imagens também mostram “lacunas” no disco protoplanetário, que são áreas onde a poeira e o gás foram “varridos” pela gravidade dos planetas em formação. Essas lacunas são um sinal claro de que a formação planetária está em andamento, e isso nos dá uma ideia de como os planetas podem se mover e evoluir em seus sistemas.
Essa descoberta também é importante porque nos ajuda a entender melhor como os planetas se formam em diferentes tipos de estrelas. A HL Tauri é uma estrela do tipo T Tauri, que é mais fria e menos massiva do que o nosso Sol. Isso significa que os planetas que estão se formando ao seu redor podem ser diferentes dos planetas do nosso sistema solar. Isso nos mostra a diversidade e complexidade do universo.
Os telescópios James Webb e ALMA continuarão a estudar a HL Tauri e outras estrelas jovens para nos fornecer mais informações sobre a formação planetária. Eles também serão usados para estudar exoplanetas, que são planetas que orbitam outras estrelas além do nosso sistema solar. Com esses avanços tecnológicos, podemos estar cada vez mais perto de encontrar vida em outros planetas.





