Pesquisa mostra que a destruição das florestas tropicais após megavulcões impediu o resfriamento e manteve a Terra em estado de superestufa por milhões de anos. Esta descoberta é resultado de um estudo realizado por uma equipe internacional de cientistas, que analisaram rochas e sedimentos de um período conhecido como o “Máximo Termal do Paleoceno-Eoceno” (PETM, na sigla em inglês).
O PETM ocorreu há cerca de 56 milhões de anos atrás e foi caracterizado por um aumento drástico da temperatura global, que durou aproximadamente 200 mil anos. Durante esse período, as temperaturas médias da Terra aumentaram em cerca de 5°C, causando mudanças extremas no clima e no ecossistema.
De acordo com os pesquisadores, a causa desse aquecimento global foi a liberação de grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, proveniente de atividades vulcânicas intensas. Essa teoria já era conhecida, mas o que ainda não havia sido descoberto era o porquê de a Terra ter permanecido em um estado de superestufa por tanto tempo, mesmo após o fim da atividade vulcânica.
Para responder a essa questão, os cientistas se concentraram em analisar as mudanças na vegetação durante o PETM. Eles descobriram que, antes do evento, as florestas tropicais cobriam grande parte da Terra, absorvendo grandes quantidades de CO2 da atmosfera por meio da fotossíntese. No entanto, durante o PETM, a maioria dessas florestas foi destruída, seja pelas erupções vulcânicas ou pelo aumento das temperaturas.
Sem as florestas para absorver o CO2, o gás ficou retido na atmosfera, criando um efeito estufa ainda mais intenso. Além disso, a destruição das florestas também liberou grandes quantidades de carbono armazenado no solo, aumentando ainda mais os níveis de CO2 na atmosfera.
Os pesquisadores também descobriram que, após o fim do PETM, a recuperação das florestas tropicais foi muito lenta, levando milhões de anos para que elas voltassem a desempenhar seu papel na regulação do clima. Durante esse período, a Terra continuou em um estado de superestufa, com altas temperaturas e alterações drásticas no ecossistema.
Essa descoberta é extremamente relevante para o cenário atual de mudanças climáticas, pois mostra como a destruição das florestas tropicais pode ter consequências graves e duradouras para o clima global. Além disso, ela também reforça a importância da preservação dessas florestas, não apenas pela sua biodiversidade, mas também pelo seu papel fundamental na regulação do clima.
Os pesquisadores alertam que, se continuarmos a destruir as florestas tropicais, podemos estar caminhando para um cenário semelhante ao do PETM. A diferença é que, dessa vez, a causa da destruição seria a ação humana, através do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa.
Portanto, é urgente que medidas sejam tomadas para proteger as florestas tropicais e reduzir as emissões de CO2. Além disso, é importante que a pesquisa e a ciência continuem avançando, para que possamos entender melhor os mecanismos que regem o clima da Terra e encontrar soluções efetivas para enfrentar as mudanças climáticas.
Em resumo, a pesquisa que mostra como a destruição das florestas tropicais após megavulcões contribuiu para manter a Terra em um estado de superestufa por





