Uma organização não-governamental espanhola (ONG) está denunciando as autoridades marroquinas por impedirem o acesso de uma jornalista e dois ativistas espanhóis ao Saara Ocidental. Os três profissionais pretendiam realizar um trabalho sobre direitos humanos na região, mas foram barrados pelas autoridades locais.
A ONG, que prefere não se identificar por motivos de segurança, afirma que a jornalista e os ativistas tiveram suas passagens negadas no aeroporto de Casablanca, onde fariam uma conexão para o Saara Ocidental. Segundo a organização, as autoridades marroquinas alegaram que a entrada no território era proibida para estrangeiros sem autorização prévia do governo.
O Saara Ocidental é um território disputado entre Marrocos e a Frente Polisário, que luta pela independência do local. A região é considerada um território ocupado pelas Nações Unidas desde 1975, quando Marrocos anexou o território após a saída da Espanha, sua antiga potência colonizadora.
A jornalista e os ativistas espanhóis estavam com visto válido para entrar em Marrocos, mas foram impedidos de seguir viagem. A ONG acredita que a proibição de entrada no Saara Ocidental está relacionada ao trabalho que os três profissionais iriam realizar na região, que envolve denúncias de violações de direitos humanos.
A organização afirma que esse tipo de ação das autoridades marroquinas é recorrente e que visa impedir a livre circulação de informações sobre a situação no Saara Ocidental. Segundo a ONG, o governo de Marrocos tem interesse em manter a região isolada e controlar a narrativa sobre o conflito.
A comunidade internacional tem demonstrado preocupação com a situação no Saara Ocidental e a falta de resolução do conflito entre Marrocos e a Frente Polisário. Em abril deste ano, o Conselho de Segurança da ONU renovou o mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), que tem como objetivo monitorar o cessar-fogo entre as partes e promover negociações para uma solução pacífica.
A ONG também se manifestou sobre a falta de acesso ao Saara Ocidental, afirmando que a liberdade de imprensa e o direito de informação são fundamentais para a proteção dos direitos humanos. A organização pede que as autoridades marroquinas permitam a entrada da jornalista e dos ativistas e garantam a segurança do trabalho que eles pretendiam realizar.
A comunidade internacional e as organizações de direitos humanos devem continuar pressionando para que haja uma solução pacífica para o conflito no Saara Ocidental e para que a população local tenha seus direitos respeitados. É importante que a liberdade de imprensa e o acesso à informação sejam garantidos, para que a verdade sobre a situação na região seja conhecida e medidas possam ser tomadas para proteger os direitos humanos.
Espera-se que as autoridades marroquinas revejam sua decisão e permitam que a jornalista e os ativistas realizem seu trabalho no Saara Ocidental. É fundamental que os direitos humanos sejam protegidos em qualquer parte do mundo e que as ações que visam silenciar a voz daqueles que lutam por esses direitos sejam combatidas.





