Até 2100, a contração da atmosfera superior pode reduzir em até 66% o número de satélites em órbita baixa, elevando o risco de colisões e detritos espaciais. Essa é uma previsão preocupante, mas que nos faz refletir sobre a importância de cuidarmos do nosso planeta e do espaço ao nosso redor.
A atmosfera superior, também conhecida como termosfera, é a camada mais externa da atmosfera terrestre, localizada entre 80 e 600 quilômetros de altitude. É nessa região que muitos satélites de comunicação, meteorológicos e de observação da Terra estão em órbita. No entanto, estudos recentes mostram que essa camada está se contraindo devido às mudanças climáticas e à atividade humana.
A principal causa da contração da atmosfera superior é o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Esse gás é emitido principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, e contribui para o efeito estufa, que aquece a Terra. Com o aumento da temperatura, a atmosfera superior se expande e se contrai, causando uma redução na densidade do ar nessa região.
Segundo pesquisadores da Universidade de Reading, no Reino Unido, essa contração pode reduzir em até 66% o número de satélites em órbita baixa até o final do século. Isso significa que, se nada for feito para reduzir as emissões de CO2, muitos satélites podem ficar sem a sustentação necessária para permanecer em órbita e acabar caindo na Terra.
Além disso, a contração da atmosfera superior também pode aumentar o risco de colisões entre satélites e detritos espaciais. Com menos ar para desacelerar os objetos em órbita, eles podem se mover mais rapidamente e causar impactos mais graves. Isso pode ser um grande problema, pois a quantidade de detritos espaciais já é um desafio para a segurança das missões espaciais e para a preservação dos satélites em órbita.
Mas não precisamos entrar em pânico. Ainda há tempo para agirmos e evitar que essa previsão se torne realidade. A redução das emissões de CO2 é essencial para combater as mudanças climáticas e, consequentemente, evitar a contração da atmosfera superior. Isso pode ser feito por meio de medidas como o uso de fontes de energia renovável, a redução do consumo de combustíveis fósseis e a implementação de políticas ambientais mais efetivas.
Além disso, é importante que as agências espaciais e empresas que lançam satélites tenham um plano de gerenciamento de detritos espaciais. Isso inclui a remoção de satélites inativos e o desenvolvimento de tecnologias para evitar colisões entre objetos em órbita.
Outra solução é investir em tecnologias que permitam a permanência dos satélites em órbita por mais tempo, mesmo com a contração da atmosfera superior. Isso pode incluir o uso de propulsores elétricos, que são mais eficientes e consomem menos combustível, ou até mesmo a criação de satélites autossuficientes, que não precisam de combustível para se manter em órbita.
É importante ressaltar que a contração da atmosfera superior não é uma ameaça apenas para os satélites, mas também para a nossa própria sobrevivência. Essa camada é responsável por proteger a Terra dos raios solares nocivos e, se continuar se contraindo, pode afetar o clima e a vida





