Um ataque terrorista chocou a cidade de Rambouillet, nos arredores de Paris, na manhã desta sexta-feira (23). Um argelino, identificado como Jamel Gorchene, de 36 anos, invadiu uma delegacia de polícia e esfaqueou um português que trabalhava como funcionário administrativo, além de ferir outros cinco policiais. O suspeito foi morto pelas forças de segurança no local.
De acordo com as autoridades francesas, Gorchene era um indivíduo conhecido por suas ligações com o terrorismo. Ele havia sido expulso da França em 2014, mas conseguiu retornar ao país em 2019. Desde então, o governo francês tentava deportá-lo novamente para a Argélia, mas o país se recusava a recebê-lo.
O ataque ocorreu por volta das 11h da manhã, quando Gorchene entrou na delegacia armado com uma faca. Ele atacou o funcionário português, que não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. Os outros cinco policiais ficaram gravemente feridos e foram encaminhados para o hospital, mas felizmente estão fora de perigo.
O presidente francês, Emmanuel Macron, se pronunciou sobre o ocorrido e prestou solidariedade às vítimas e suas famílias. Ele também enfatizou a necessidade de combater o terrorismo e reforçar a segurança no país. “Não vamos ceder à violência, à intolerância e ao ódio. Continuaremos a defender nossos valores e nossa liberdade”, declarou Macron.
O ataque em Rambouillet reacende o debate sobre a segurança na França e a ameaça constante do terrorismo. O país tem sido alvo de diversos ataques nos últimos anos, com o mais recente ocorrendo em outubro de 2020, quando um professor foi decapitado por mostrar caricaturas do profeta Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.
A comunidade portuguesa na França também se manifestou sobre o ocorrido. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal emitiu uma nota de pesar e condenou veementemente o ataque. “Lamentamos profundamente a morte do nosso compatriota e nos solidarizamos com as vítimas e suas famílias. Não podemos permitir que o terrorismo e o extremismo abalem nossa convivência pacífica e democrática”, afirmou o comunicado.
O governo português também se colocou à disposição para prestar apoio e assistência às famílias das vítimas. Além disso, o primeiro-ministro António Costa enviou uma mensagem de solidariedade ao presidente Macron e reforçou a importância da união entre os países europeus no combate ao terrorismo.
O ataque em Rambouillet é mais um triste episódio que nos lembra da importância de continuar lutando contra o terrorismo e a intolerância. É preciso unir esforços e fortalecer a segurança para garantir a paz e a liberdade em nossas sociedades. Nossos pensamentos e orações estão com as vítimas e suas famílias neste momento difícil. Que a justiça seja feita e que possamos seguir em frente com esperança e determinação.





